Norma Formal X Linguagem Popular

18:16
Há algum tempo atrás, um livro adotado pelo MEC para o ensino de LP para alunos do EJA suscitou um grande debate em relação à dicotomia NORMA FORMAL X LINGUAGEM POPULAR:

Hoje, a Prof. Patricia Roque (também da SEEDUC-RJ) perguntou minha opinião sobre o assunto. Eis minha resposta:

Li e achei super legal. Eu, particularmente, concordo com o Bagno ainda que minha tendência seja muito pouco sócio e mais voltada para a Psicolinguística. Sob a ótica da linha com a qual eu me identifico, no processo de aquisição da linguagem, o ser humano adquire a LI (língua interna, com a qual pensamos) durante os primeiros anos de vida e esse processo se esgota por volta dos 5, 6 anos de idade. As crianças começam a aprender a norma culta a partir dos 7 anos na escola, né ?!
Fazendo uma analogia "bem bobinha", o processo de aquisição da linguagem é como a gravação das antigas fitas (K7 ou de video não-regraváveis), o que prevalece na mente do ser humano é a primeira gravação. Tudo o que vier, posteriormente pode ser considerado L2. 
Para a  criança que nasce num meio pouco privilegiado culturalmente, o aprendizado da "norma padrão" tem o mesmo peso que o aprendizado de uma  "língua estrangeira" .  Elas processarão (mentalmente) na forma que aprenderam em casa com os seus familiares, e o uso da norma formal será sempre monitorado (da mesma forma como ajustamos nossa fala para fazer uma palestra, por exemplo). Para exemplificar meu posicionamento vide a fala da Marina Silva (a ex-candidata à presidência) e a do próprio ex-Presidente Lula.
Eu vi o tal livro, e confesso que acho esse debate completamente infértil: o livro em momento nenhum apregoa um "oba-oba" no uso da língua, mas apenas reconhece que existem variações linguísticas. Eles até propõem um exercício bem interessante: dão frases na forma popular e pede que os alunos reescrevam-na na forma dita "culta". Acho isso bom, aproxima a escola da realidade dos alunos e os faz perceber a necessidade de dominar a norma formal.
Vejam o debate da TV Cultura e posicionem-se:


Plágio: um problema que nos afeta em todos os níveis

18:15
Em nosso curso de Aplicação de Recursos Tecnológicos para o Ensino de LP, surgiu uma discussão muito bacana, iniciada por nossa colega Wanessa Duarte. Ela disse:

Achei muito pertinente este questionamento proposto acerca das pesquisas dos alunos. Neste momento, estou desenvolvendo alguns pequenos cursos no LI da nossa escola e, um deles, é exatamente ensinar os alunos a pesquisar e analisar as informações. Todos sabemos que a maioria lança um tema para pesquisa e o que vier, seja lá qual for o conteúdo, será o trabalho de vários - pois, também sabemos, que eles são tão inconsequentes que partilham uma mesma pesquisa sem se preocuparem em mudar uma vírgula! Por isso, achei interessante criar este momento para partilharmos experiências e mostrar a eles que podemos sim fazer boas pesquisas e bons trabalhos, usando a informação de forma responsável e, sem perder de vista, a intenção principal do trabalho de pesquisa: levá-los a ler sobre o assunto, fazendo-os desenvolver a criticidade necessária.
Não espero fazer milagres, mas acho que precisamos tentar, de alguma forma, mudar esta conduta. Acredito que tenho a oportunidade de fazê-los pensar diferente e quero acreditar que vai funcionar!
Quanto aos critérios que utilizo, percebo que - como foi dito - nem sempre as primeiras opções de pesquisa são as mais confiáveis. Por isso, procuro não apenas ler todo o texto, como analisar o embasamento teórico, as fontes, o site de onde partiu a informação. É importante apreender a informação e digeri-la, para que a transformemos em produção própria. Não acho honesto me apropriar do conteúdo alheio. Usar citações para validar informações, a meu ver, não desmerecem o meu trabalho. Contudo, percebemos que até mesmo escritores de renome fazem uso das idéias alheias, criando uma terminologia própria que em nada o diferencia. O conteúdo é exatamente o mesmo!
Mas ninguém é perfeito!
Alguém já disse isso? Brincadeirinha...

E eu respondi:

Legal você ter levantado essa questão! Pois também me preocupo muito com a questão do plágio. Mas precisamos defini-lo bem: Eu, particurlamente, não vejo nada de mal na citação (nem na paráfrase) desde que devidamente indicada a autoria.
Na verdade, as novas descobertas muito pouco têm de "novo" (desde os tempos dos antigos gregos, dizem). O que nós fazemos de fato é "aperfeiçoar" teorias já existentes. Repensar conceitos, comparar perspectivas, acrescentar detalhes: esses são os "passos largos" da nossa ciência (principalmente as humanas).
Eu, por exemplo, desenvolvo uma pesquisa com logofiliação conexionista. Os gerativistas (a turma dos seguidores de Chomsky) nos tratam como "hereges" - eu até já fui acusada de desenvolver uma "pseudo-pesquisa"  (rs!) ... Confesso que acho isso tudo muito boboca: gerativistas X conexionistas, neurocientistas X construtivistas ... que coisa chata! ... Me parece mais uma briga de "egos inflados" (rs!)
Hoje, cada vez mais estamos nos confrontando com a mescla de saberes, ou seja: "multidisciplinaridade" é a palavra de ordem. E como ninguém "sabe tudo", precisamos, cada vez mais, nos apoiarmos nos estudos alheios.
E é aí que entra a questão da autoria: existe uma grande diferença entre usar como base uma ideia (ou constatação) já existente, apontando o passo que demos a partir dela (identificando o que é de outrem e o que é nosso) ou simplesmente mudar a ordem dos sintagmas e dizer que é "diferente" porque nunca ninguém disse aquilo escrito naquela ordem. Essa segunda prática é besta e leva a estagnação.
Fazer com que os nossos alunos pensem, cheguem a conclusões, inventem coisas novas colabora com a criação de cidadãos autônomos, mas sem expectativas inalcançaveis pois foi o próprio Aristóteles quem disse que a originalidade é uma ilusão: nós apenas empreendemos em reescrituras.

Esse assunto dá pano para mangas, não é ?!
Num Congresso na UFPB em 2009, assisti, numa mesa redonda, o relato de uma Professora universitária que enfrentou sérios problemas (jurídicos, inclusive) por ter apontado uma fraude autoral numa monografia.

Afinal, o que pode ser considerado um "plágio"?
O que não  deve ser considerado como tal?

Esse é um problema que, cada vez mais, vem fazendo parte da agenda dos educadores em todos os níveis. Assistam um video que propõe uma reflexão sobre o assunto:

Inteligência Artificial: as armadilhas do indispensável

18:13
Há toda uma dimensão estética ou artística da concepção das máquinas ou das aplicações, que provocam o envolvimento emocional e estimulam o desejo de explorar novos territórios existenciais ou cognitivos. Talvez o espaço físico seja mais perceptível que o espaço da ecologia cognitiva e das interações sensório-intelectuais que se enquadram na subjetividade dos sujeitos, ainda que estas não sejam menos consideráveis.
Vivendo no contexto de uma sociedade marcada pela informação e pela globalização, faz-se necessário refletir o que vem a ser aquilo que chamamos de “Tecnologia” e a partir de quais referenciais a estamos qualificando.
Esse termo perde seu real valor quando restringimos sua compreensão à máquina, ao objeto, ao consumo de novas possibilidades, desconsiderando a Tecnologia como uma extensão da percepção humana, o que faz com que uma caneta esferográfica possa ser considerada um instrumento tecnológico da escrita.
Pensando nos instrumentos intelectuais ligados à imprensa, partilhando os valores e o imaginário da civilização escrita, encontramo-nos em posição de avaliar os modos de conhecimento inéditos que começam a emergir de uma ecologia cognitiva em vias a formação. É grande a tentação de condenar ou ignorar aquilo que nos é estranho. É possível que sequer nos apercebamos da existência de novos estilos de saber, simplesmente porque não correspondem aos critérios e às definições que nos constituem e que herdamos da tradição.
Vemos, a todo o momento, observações críticas quanto ao uso da informática, principalmente no ambiente escolar. Esta perspectiva tecnofóbica considera, muitas vezes, o uso da máquina como uma possibilidade de promoção de exclusão. Em outras, diz-se que ela irá promover o distanciamento entre as pessoas gerando a perda das relações afetivas, ou até mesmo que irá substituir o homem.  Estes enxergam os diversos aspectos contraproducentes da tecnologia e enfatizam principalmente a passividade do homem diante da máquina, ou seja, uma ausência de visão crítica frente aos impactos agregados do seu uso.  Alguns chegam até mesmo a considerar o desenvolvimento tecnológico a fonte de diversos problemas sociais na contemporaneidade, postura, muitas vezes que, de tão radical, se perde na irracionalidade, principalmente porque não há como frear as inovações da técnica e da tecnologia que nos acompanham desde os primórdios da humanidade. 
O que escrevemos manualmente é mediado pela caneta, mas o conteúdo e o processo pelo qual escrevemos depende de nossas competências, nossas histórias de vida, do lugar social que ocupamos, da forma como nos expressamos e como interagimos com o mundo. Essa análise serve tanto para o uso da lousa como do datashow.
Então, ao afirmarmos que “com o uso da tecnologia de informação estamos aprofundando os processos de exclusão social”, estamos dizendo que o uso das opções tecnológicas que fazemos retrata um determinado modo de ver e de estar no mundo, assim como a forma como nos posicionamos em relação a isso.
Num processo de naturalização de prática, incorporamos formas de trabalho sem perceber a utilização que fazemos das tecnologias.  O que o professor faz a cada dia de sua vida profissional para enfrentar o problema de ter que ensinar a um grupo de estudantes determinados conteúdos, durante certo tempo, com a finalidade de alcançar determinadas metas, é “conhecimento em ação”, é uma Tecnologia, portanto.
As  tecnologias da inteligência existentes na atualidade não são soluções para antigos problemas, mas promovem um movimento de virtualização da inteligência.

            Uma outra forma de encarar essa questão é a partir de uma total idolatria da máquina como possibilidade de resolver todos os problemas, principalmente aqueles relacionados às questões educacionais.  Normalmente, a tecnofilia é adotada pelas pessoas providas de conhecimento dos artefatos técnicos que, muitas vezes, se focaram tanto na especialização do saber tecnológico que permitiram nascer, do outro lado, uma tremenda alienação da cultura em relação à máquina.  Os entusiastas da técnica não vêem escolha senão conferir à tecnologia o único código de valor concedido aos artefatos fora da esfera artística: a categoria do sagrado.
Essa visão extremista demonstra uma espécie de “fé cega” nas realizações e promessas da tecnologia e abraça a crença que, garantindo o acesso aos recursos tecnológicos, todos poderão se conectar e se tornarão “iguais”, terão as mesmas oportunidades educacionais, tornando-se consumidores no grande mercado global.
Entretanto, tem-se observado, muitas vezes, nas pesquisas escolares que são feitas na rede, que a tarefa principal que seria, em princípio, a leitura do material apreendido, é confundida com a própria atividade de procurar.  A busca, ao invés de se constituir em um meio para conseguir o material que se necessita, é convertida num fim em si mesma, uma vez que a navegação pode redundar na perda do usuário ao longo da imensa rede de informações, como percorresse um labirinto virtual, sem o fio de Ariadne.
Neste armazenamento desnorteado de informações consiste a “Armadilha Aracnídea”, termo empregado por Silva[1] (2009) para designar a situação paradoxal, na qual o excesso de informação acaba por desfocar o objetivo.
É certo que a aprendizagem, hoje, implica o desenvolvimento da capacidade de buscar informações, de aprender a aprender, em função da rapidez com que os conhecimentos são produzidos e disponibilizados na rede. No entanto, a aprendizagem da flexibilidade não deve prescindir da aprendizagem de resistência e seleção ao número excessivo de novos fluxos informacionais.
As tecnologias que contribuem com o acesso à informação e aos canais de comunicação não são, por si mesmas, educativas, pois, para isso dependem de uma proposta que as utilize como mediação para uma determinada prática educacional. É necessário, portanto, integrá-las às mais diversas atividades, pois podem ser entendidas como instrumento de expansão do pensamento seduzindo os estudantes para participar ativamente de projetos objetivos, desafiadores e que estimulam o raciocínio.
A máquina precisa do pensamento humano para se tornar ferramenta auxiliar no processo de aprendizado, pois, como já dissemos, o valor da tecnologia não está nela em si mesma, mas depende do uso que dela fazemos. Faz-se necessário, portanto, que construamos uma nova articulação entre tecnologia e educação, através de um ponto de vista crítico, recuperando sua dimensão humana e social, principalmente se levarmos em consideração que é preciso que mantenhamos alguma desconfiança em relação às informações que circulam na rede.
Desse modo, a intervenção do professor-orientador faz-se essencial, pois é a ele que recai a tarefa de tornar os leitores-aprendizes bons interpretadores de informação confiável, tornando o ato educativo participativo e valorizando, sobretudo, a conjunção de potenciais humanos como criatividade, expressividade e relacionalidade ao uso das tecnologias da informação, pois que a centralidade da ação está nos sujeitos, e não na técnica.


[1] Prof. Dr. Maurício da Silva – Universidade Federal Fluminense

Tecnologia e Ensino: os desafios da Escola do terceiro milênio.

18:11
A necessidade da adaptação dos novos recursos tecnológicos à realidade educacional é um fato inevitável. Propomos, em seguida, uma reflexão sobre esse  processo análogo aos nossos tempos.

     Em diversas partes do mundo, até há bem pouco tempo, os jovens aprendiam habilidades que poderiam utilizar no trabalho pelo resto de suas vidas.Hoje em dia, principalmente nos países industrializados, as pessoas têm empregos que não existiam na época em que nasceram, o que nos leva a concluir que a capacidade de aprender novas atividades, assimilar novos conceitos, avaliar novas situações e lidar com o inusitado determinarão do padrão de vida das pessoas nas décadas que seguirão. É, portanto, essencial que os jovens estejam preparados para lidar com a superexposição a informações e que, sobretudo, saibam lidar com isso.
  Cada vez mais os computadores vêm se tornando indispensáveis ao homem contemporâneo. Não é incomum ouvirmos dizer que parece que “os jovens da era digital já nasceram com a habilidade de dominar as novas tecnologias”, o que sinaliza, de antemão, que esse novo instrumental vem provocando alguma modificação na forma de pensar.
     O ponto central de nosso estudo é a grande contribuição que as tecnologias de inteligência fornecem para o enriquecimento da aprendizagem, tratando-se de um suporte de uso individual capaz de sustentar um amplo espectro de estilos intelectuais.
        Os jovens as usam de modo tão variado quanto são suas atividades e interesses. O computador é usado para escrever, comunicar-se, obter informações, passar o tempo; alguns jovens o usam para realizar conexões em redes de relacionamentos, outros, para se isolarem. Temos observado também que, entre as diversas ferramentas e aplicativos disponíveis no universo virtual, os jogos eletrônicos são aqueles que exercem maior atração entre os jovens, e em alguns casos, a dedicação ao computador é tanta que a palavra “vício” vem à mente dos pais preocupados.
 Intriga-nos também o fato de que os jovens despendam tanto tempo em frente à máquina as voltas com as tentativas de superação de determinadas fases de jogos, e não têm interesse por realizar as atividades escolares. 
         Para qualquer adulto que pense que os jogos eletrônicos são “fáceis” e as tarefas escolares “difíceis”, sugerimos que se sentem diante do computador e tentem dominar algum desses jogos: eles constatarão que a maioria desses jogos é complicada, com informações e técnicas complexas a serem aprendidas.  Frequentemente as informações são muito mais difíceis e demoradas de dominar do que as técnicas de interação com o jogo. O que muitos podem não se dar conta é que esses “brinquedos” provaram ser capazes de ensinar aos aprendizes as possibilidades e limitações de um novo sistema de raciocínio, que exige uma lógica específica.
Os games ensinam aos jovens o que os computadores estão começando a ensinar aos adultos: que algumas formas de aprendizagem são rápidas, atraentes e gratificantes. O fato de exigirem muito tempo pessoal e de requererem novos estilos de pensar não parece ser um problema para esse público. Não é de surpreender que, em comparação com o universo virtual a escola pareça lenta, maçante e claramente desatualizada.
Se, graças ao uso das tecnologias de inteligência, são surpreendentes os progressos, ao longo das últimas décadas, em diversos setores como o de telecomunicações, medicina, transportes e lazer, podemos afirmar, em contra partida, que praticamente não houve mudanças no modo como ministramos educação. Por que, durante um período em que tantas atividades humanas foram revolucionadas, não vimos mudanças semelhantes no processo de ensino-aprendizagem?
Se, mesmo no passado, a escola não era atraente para os jovens, entendemos que, pelo menos, os alunos eram persuadidos a acreditar que ela era o “passaporte para o sucesso na vida”.  É fato: se a escola não mais puder persuadir os alunos a concederem-lhe certo grau de legitimidade, ela não sobreviverá, pois, como qualquer outra estrutura social, a escola precisa ser aceita por seus participantes.
Na medida em que os jovens rejeitam uma escola que não está em sintonia com a vida contemporânea, eles se tornam agentes ativos da pressão para que essas mudanças ocorram. Essa pressão pode se manifestar de múltiplas maneiras: desde a apatia generalizada, como o que já vem acontecendo nas últimas décadas, à ocorrência sistemática de determinado tipo de conflito, como, por exemplo, o que tem acontecido em função do uso dos aparelhos celulares em sala de aula - assunto cada vez mais recorrente, motivo de discussão entre professores, alunos, pais - que ultimamente vem ultrapassando os muros da escola, tornando-se tema de debates na mídia televisiva.

WEB 2.O

12:13

"Web 2.0 é um termo criado em 2004 pela empresa americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e Tecnologia da Informação.
Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de interação e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e motivões."

PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE:

COMO SERÁ A INTERNET EM 2015?

08:28

TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO

07:07


Os recursos tecnológicos pouco, ou quase nada, foram inseridos no cotidiano escolar. A prática docente ainda não foi adaptada às inovações e os professores não o fazem, simplesmente, por não saberem como. Por sua vez, os alunos não conhecem as vantagens e os desafios propostos por esta nova didática. É difícil para os professores competirem com os atrativos tecnológicos e, assim, permanecem em crise com todo este universo a seu dispor, mas do qual não dispõem.

É pertinente ressaltar que este abismo tecnológico criado está presente no ambiente escolar como um todo. São pouquíssimos os professores -  mesmo os bons professores -  que estão dispostos a mudar sua perspectiva e adotar uma nova conduta. As informações estão disponíveis e usar as ferramentas que nos possibilitam acessá-las é necessário. Porém, ainda não descobrimos "como fazer a coisa funcionar". Nunca tivemos tanto material em mãos e, ainda assim, não conseguimos atrair nossos alunos, dar significado às práticas docentes, alcançar o que eles querem de nós. Como já disse, é difícil competir com as tecnologias; então, juntemo-nos a elas; façamos aliados, não adversários.

Conseguir que o fracasso escolar seja extirpado de nossa sociedade, nesta visão de criar parceiros e diminuir fronteiras, talvez seja uma forma de mudar o contexto. O novo sempre nos traz a insegurança, mas também pode nos trazer grandes e agradáveis surpresas.